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domingo, 10 de abril de 2016

Como ajustar o guarda roupas de quem está emagrecendo


Quando você muda o manequim em um número ou dois é super normal guardar aquelas peças que você gosta mais para usar de novo quando voltar ao manequim antigo. Mas quando você muda muito o seu corpo (pelo motivo que for), isso não acontece.

(continua...)

Para ler na íntegra meu texto publicado hoje no Superela, clique aqui.

sábado, 26 de março de 2016

O que a marca que você usa fala sobre o seu estilo


Você tem uma marca favorita? Aquela marca que você segue nas redes sociais para acompanhar as novidades? Aquela que você vai logo de cara quando precisa de alguma coisa nova? Aquela marca que as pessoas sabem que vão encontrar um presente que é “a sua cara”? Aquela que a vendedora tem o seu telefone e te liga pra avisar que chegou alguma coisa na sua numeração, ou que a loja vai entrar em promoção? É dessa marca que eu vou falar!
No meu texto sobre os looks do Oscar 2016 (aqui) eu expliquei que na consultoria de estilo a gente define a prioridade da cliente de acordo com a imagem que ela quer ter e a mensagem que ela quer transmitir (prioridade arquitetura, decoração, atenção masculina, conforto ou adequação). É a partir daí que eu escolho em quais lojas vou levar essa cliente para comprar as peças que vão fazer a diferença no guarda-roupas dela, porque os estilos são coerentes.
A maioria das lojas tem um estilo definido, e ainda que tenham uma peça ou outra diferente do resto da coleção (como acontece no nosso guarda-roupas), mantêm aquele mood específico e a gente consegue reconhecer as características da marca na peça #diferentona. As lojas de departamento separam as peças em estilos diferentes, para alcançar vários públicos. E nelas você pode encontrar peças clássicas, sensuais, com pegada indie, boho, rocker, mais romântica, mais sexy, mais moderna, básicos e tendências no mesmo lugar, mas quando você vai a uma dessas lojas, sabe em que sessão tem as roupas que mais combinam com você, não é mesmo?
Então, considerando isso, quando você fala para alguém que compra em uma determinada marca, você está falando muito sobre você e sobre o seu estilo. Num mundo cheio de julgamentos, você vai encontrar alguém que te rotule quando ouvir você dizer que a sua camiseta descolada é daquela marca independente que vende na feira hippie, ou que o seu vestido é daquela marca mais cara do shopping da cidade. Mas mais do que falar do seu poder aquisitivo, a marca fala das suas escolhas, das suas prioridades e do seu estilo. E mais do que mostrar para os outros a marca que você usa, você precisa entender o motivo que te faz comprar em uma determinada marca.
(continua...)
Texto meu, publicado no Superela. Para ler na íntegra, clique aqui.

segunda-feira, 21 de março de 2016

Como comprar bem em brechó


Pode ser por causa da crise econômica, da sua consciência ambiental ou por estilo. Independente do motivo que te leve a comprar em brechó, você precisa saber comprar, ou vai comprar errado. Como eu sempre digo nos meus textos sobre consumo, um dos maiores erros é comprar uma peça só porque ela está “baratinha” e depois não usar e ver o seu dinheiro parado no guarda-roupas, mesmo que a peça tenha custado R$ 10 ou R$ 20, porque esse dinheiro poderia virar outra coisa mais útil. Aliás, se você ainda não leu o meu texto sobre custo x benefício das peças, é uma boa oportunidade! Clica aqui antes de continuar lendo esse. Antes de ir no brechó mais perto da sua casa é bom saber que assim como as lojas, a maioria dos brechós é especialista em um tipo de roupa, e por isso são separados em três categorias:
Se quer comprar peças antigas, procure um brechó vintage.
Se a ideia é comprar peças de coleções passadas de marcas conceituadas (e mais caras), você deve procurar por um brechó label. 
Mas se estiver procurando peças descoladas (diferentonas rsrs) independente de marca ou da época, pode ser um brechó de segunda mão.
É óbvio mas não custa enfatizar: a maior diferença entre comprar num brechó e comprar numa loja convencional é que nos brechós as peças são usadas. Por isso mesmo, você deve prestar mais atenção aos detalhes, para saber se a peça não está manchada ou rasgada, e olhar bem os acabamentos. Veja, por exemplo, se o botão tá pregado direitinho ou se tem todos os botões, porque às vezes é difícil encontrar um botão igual e você terá que trocar todos eles. Na hora de experimentar, veja se o zíper está funcionando ou se prende ou agarra na costura, entre outras coisas. Também vale olhar a etiqueta para saber se você vai conseguir manter a peça sozinha ou se vai precisar levar para lavanderia ou lavar a mão.
(continua...)
Texto meu, publicado no Superela. Para ler o texto na íntegra, clique aqui.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Liquidação, o que podemos aprender nessa época?

Passados o Natal e o Ano Novo, começa a época de as lojas venderem as peças por um preço menor que na época da Black Friday, entramos no momento da liquidação. E é comum que mesmo que você tenha comprado várias coisas em Dezembro, e não precise comprar mais nada, você acabe comprando alguma coisa só porque está barato. Mas, essa lição vai ficar para outro texto…

Como eu visto PP na parte de cima e 34/36 na parte de baixo, eu tenho alguma dificuldade em encontrar roupas. Aliás, isso também acontece com sapatos, já que calço 33 e a maioria das lojas vende a partir do 34 ou recebem apenas UM par do tamanho 33… #chatiada
Então, eu acabo virando refém de algumas lojas que vendem peças do meu estilo e tem o meu tamanho, mas infelizmente a maioria delas não vende para o meu bolso hahahaha

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Uma das lojas que eu AMO e que a maioria de vocês não deve conhecer porque é uma marca muito forte aqui no Rio é a Farm e as peças são bem caras para a minha realidade. Então, eu só compro no preço real se eu achar que o valor é justo, e se a peça realmente for fazer a diferença na minha vida e no meu guarda-roupas. Na grande maioria do tempo eu compro no bazar que a loja faz sempre ou no site Off Premium, que vende peças do grupo de lojas, com descontos.
Mas, o que isso tem a ver com a época de liquidação? Essa loja é conhecida pelas estampas.

Quem usa a marca sabe que você está usando uma peça de lá, e se a peça é nova ou velha, dependendo da estampa. Mas, como nunca compro nada pelo status (ou para estar na moda), nunca me importei de usar peças de coleções passadas, e então eu comecei a comprar só peças de coleções anteriores, porque elas já estavam custando menos da metade do preço (!!!!). É basicamente o que acontece com peças de inverno no verão, sabe? Se você compra um casaco no inverno, você paga um preço… Mas, se você compra o mesmo casaco no verão, paga bem mais barato por ele.
E daí que mesmo eu pagando menos da metade do valor na peça, a loja continua tendo lucros. E eu me pergunto por que eu deveria alimentar essa indústria, incentivando os preços muitas vezes abusivos, se eu posso ter a mesma peça por um valor bem menor daqui a 2 ou 3 meses. Conhecem lei da oferta e da procura? Pois é! Se eles vendem a peça a R$300 é porque sabem que tem quem pague. Se a peça “encalhar”, eles oferecem a um preço menor.

É clarooooo que tem quem goste de andar na moda, e que vai comprar assim que a loja lançar o produto, e isso é uma questão de prioridade. A minha prioridade é manter a minha vida financeira em dia, e só comprar no impulso o que eu responder “Sim” ao me perguntar se eu PRECISO, se VALE A PENA, e se eu NÃO POSSO DEIXAR DE COMPRAR. E não vale eu me enganar, porque quem vai pagar essa conta sou eu.

Texto meu, publicado originalmente aqui, no Eu Capricho.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Agora eu sou uma Super Profissional

O Superela agora indica profissionais para atenderem as demandas de suas leitoras, e eu sou uma das profissionais de Estilo.  Um resumo dos serviços que ofereço:

Formação & Qualificações:

Consultora de Estilo – Oficina de Estilo (SP)
Apaixonada por pessoas e por moda, resolvi unir a minha formação acadêmica em Psicologia com a formação em Consultoria de Estilo pela Oficina de Estilo para aumentar a autoestima das mulheres, transformando personalidade em roupas e roupas em personalidade, através do autoconhecimento.

Serviços:

Consultoria de Estilo Pessoal
A consultoria de estilo pessoal te ajuda no processo de autoconhecimento, e a traduzir quem você é através da forma como você se apresenta no mundo. É composta das seguintes etapas: investigação da sua prioridade de alma e de vida, análises técnicas (coloração pessoal + silhueta e a sua relação com seu corpo), revitalização do guarda roupa, experiência de lojas, montagem de looks e empoderamento da cliente, com guia de estilo para a vida.

Malas Inteligentes
Você vai viajar e só precisa ficar preocupada com o roteiro e a diversão. Você me conta o destino, o que vai fazer lá e quanto tempo vai ficar, e eu monto looks com a menor quantidade de peças possíveis. Os looks são fotografados, pra você repetir na viagem sem perder tempo pensando no que vai vestir, e sem levar peças que não vai usar!

Stylist para fotos
Se você vai fazer um ensaio fotográfico (15 anos, família, gestante, casal, ou qualquer outro tema), a gente define quais as melhores peças para você parecer linda nesse momento que vai ser eternizado, de acordo com o seu estilo. Os looks podem ser com peças que você já tem, ou podemos sair numa sessão de personal shopping específica pra essa situação.

Análise de Cores
Etapa da consultoria de estilo pessoal completa que pode ser feita separadamente, para descobrir sua coloração pessoal de acordo com o método expandido das estações. Você receberá uma cartela com as cores e tonalidades que mais valorizam a sua pele, te deixando com aspecto mais saudável e bonito.

Dress Code Profissional
Desenvolvimento de manuais de dress code adequados à rotina profissional.

Personal Shopper
O serviço de Personal Shopper te ajudará a fazer compras mais assertivas, e você aprenderá a comprar peças que consigam maximizar o potencial do seu closet, que combinem com as peças que já possui e faça multiplicar as suas possibilidades.

Montagem de Looks
Etapa da consultoria de estilo pessoal completa que pode ser feita separadamente, para montar looks diferentes dos que você costuma montar com as peças que já tem no guarda-roupas, e te ensinando porque cada look é bacana pra você, te preparando ser a sua consultora de estilo o resto da vida!

Revitalização de Guarda-roupas
Etapa da consultoria de estilo pessoal completa que pode ser feita separadamente, para identificar o que você tem no seu guarda-roupas que combinem com o seu estilo e com a imagem que você quer transmitir, e deixar apenas peças que facilitem a sua vida e estejam de acordo com as suas prioridades. É um novo olhar e uma nova vida para o que você já tem.


Para ver as indicações de clientes e entrar em contato, clique aqui! ♥

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

8 perguntas que você deve fazer antes de uma compra

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Você está no provador experimentando uma peça de roupa, e é provável que se faça duas perguntas antes de decidir comprar ou não: “Fiquei bonita com ela?” e “Posso pagar por ela?”. Mas a verdade é que você deveria fazer algumas outras perguntas antes de ir em direção ao caixa e sacar o cartão. Se a resposta for SIM, é uma boa compra!!

1. ELA COMBINA COM TUDO?

Já falei nesse texto aqui que a ideia é que cada peça combine com pelo menos outras 5 que você já tem, mas é sempre bom te fazer relembrar dessa fórmula!

2. É UMA PEÇA VERSÁTIL?

Você vai poder usar para passear e para trabalhar? Consegue usar nos dias frios e nos dias mais quentes? Pode usar dos dois lados? Do jeito que for… se você gostou e ela ainda for versátil, vale a compra!

3. VALE O CUSTO X BENEFÍCIO?

Tá em promoção, cabe no seu orçamento, tá na moda e te deixou linda. Pode ser melhor? Pode! Uma peça barata que você só vai usar uma vez ou que vai encher de bolinhas ou esgarçar na segunda lavagem torna-se cara e não vale a pena. Então, o ideal é saber calcular o custo x benefício das peças. Te ensino aqui.
PARTICIPE: Preciso de algumas dicas…
PARTICIPE: Noivado da mamãe, o que vestir?

4. VOCÊ PRECISA DESSA PEÇA PARA UM EVENTO ESPECÍFICO?

Você tem um casamento / festa / formatura / entrevista / encontro e realmente precisa de uma peça para usar nesse dia importante? Alugar não é uma possibilidade (qualquer que seja o motivo)? Você não tem nenhuma peça no guarda-roupas que possa usar? Então, você realmente precisa dela.

5. VOCÊ PRECISA DESSA PEÇA PARA A VIDA TODA?

Você precisa substituir aquela peça igual que já não está tão legal? Essa peça vai fazer a diferença no seu guarda-roupas, te ajudando a multiplicar as suas possibilidades? Ela vai te ajudar a usar aquelas peças que você não usa mais porque não combinam com mais nada? Então, é uma boa compra!!

6. ESSA PEÇA É O SEU OBJETO DE DESEJO?

Você sempre sonhou em ter um modelo E-X-A-T-A-M-E-N-T-E assim? Se a peça te deixa linda, cabe no seu orçamento, vale o custo x benefício, e vai coordenar com o que você já tem no guarda-roupas, compre!! Lembre-se: A peça ser o seu objeto de desejo não é motivo suficiente para comprar, ou será uma compra por impulso, e essa é uma das resoluções pra 2016, né?

7. ELA CABE NO SEU CORPO E NA SUA ROTINA ATUAL?

Não é uma boa ideia comprar uma peça que só vai caber em você se você começar uma dieta e perder os quilos que precisa para caber na peça. Também não vale comprar uma peça que você só vai usar se as suas amigas voltarem a te chamar pra sair, ou se você conhecer amigos novos, ou começar a namorar, ou for promovida… Não vale comprar uma roupa pra usar quando e se você tiver uma vida ou um corpo diferente do que tem hoje.

8. VOCÊ VAI PRECISAR DESSA PEÇA EM BREVE?

É certo que vai ter verão e inverno ano que vem de novo, então vale comprar aquele vestido de alcinha na promoção que a loja faz quando o verão acaba e guardar para o ano que vem, ou aquele trench coat lindo que está a metade do preço mesmo se for pra usar só no inverno do ano que vem. Ainda faltam 8 meses para o casamento da sua melhor amiga, mas você já sabe que vai, onde vai ser e como vai estar o clima? Então, vale a compra!!
mulher-compras-shopping
MAIS: COMO PARECER MAIS ALTA SEM USAR SALTO ALTOMAIS: O QUE USAR NA BALADA?
Obs: A ideia desse post surgiu ao ler um texto num outro site, que citava outras razões para uma compra. Vou citar algumas aqui com as justificativas para que elas não sejam suficientes para você:
1) A fatura já virou: Você sabe que apesar da fatura já ter virado, você vai precisar pagar pelo que comprou no mês que vem, né?
2) Aquela famosa tem um igual: Sim! Aquela famosa tem um igual, mas ela também mais dinheiro pra gastar em roupas que você, ela vive da imagem dela e pode ter ganhado aquela peça da marca ou dos organizadores do evento, para publicidade.
3) Você merece: Sim! Você merece. Mas você não merece mais uma peça que não vai usar, nem que a sua dívida aumente em vão.
4) É um clássico: Peças que nunca saem de moda realmente são uma ótima compra, mas apenas se esses clássicos combinam com o seu estilo. Não vale a pena comprar um blazer (ou uma camisa branca, ou um vestidinho preto, ou um jeans) se você não vai usar nunca!
Boas compras!
Texto meu, publicado originalmente aqui, no Superela!

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

8 mitos da moda para quebrar em 2016

Vem chegando o ano novo e a gente já começa a fazer a nossa listinha de resoluções, né? Então, esse texto é pra te incentivar a colocar mais um item aí: quebrar mitos da moda que você sempre acreditou que fossem verdade!

1. NÃO PODE COMBINAR ESTAMPA COM ESTAMPA

Mix de estampas é tendência e, como toda tendência, você não precisa usar só pra estar na moda se não for a sua cara. Mas se você quer usar e ainda acha esquisito, comece pelas formas mais básicas: repetindo as mesmas cores nas peças ou coordenando com listras, que é a estampa mais neutra e combina com todas as outras!
mix de estampas
mix de estampas

2. NÃO PODE DEIXAR O SUTIÃ APARECENDO

O strappy bra está super na moda e você pode usar em todos os seus looks casuais. Mas, se o modelo não te agrada, pode ser o seu sutiã normal mesmo… desde que ele seja bonito pra se mostrar, ser bonito = conservado e limpo!
strappy bra
sutiã renda

lingerie aparecendo Fergie


3. BAIXINHAS NÃO PODEM USAR COMPRIMENTOS LONGOS E MÉDIOS

Eu tenho 1,56m e adoro (e uso!!!) vestidos e saias longas e mídi. Várias baixinhas famosas usam, porque, além de serem peças super femininas, elas alongam a silhueta. Para aumentar o efeito, evite muito contraste de cores. Assim, você vai ganhar um aspecto mais longilíneo.
Christina Ricci
cleo pires
Fernanda Vasconcellos
Hayden Panettiere

4. RASTEIRINHAS NÃO PODEM IR A CASAMENTOS E FESTAS MAIS SOFISTICADAS

Já teve famosa usando no red carpet e você ainda se sente obrigada a subir no salto, mesmo odiando? Não precisa! Sapato alto sempre foi sinônimo de elegância, e é verdade que ele muda a nossa postura e o nosso jeito de andar, mas se você não gosta e se acha elegante e poderosa de rasteirinha ou sapatilha, escolha um modelo mais sofisticado (de material bacana como o couro), com detalhes metalizados, pedras e pérolas, para ficar com “cara de festa”, e arrase!
festa-rasteira
uma-thurman-rasteirinha-cannes

5. SAPATOS E BOLSAS PRECISAM COMBINAR

Eu já mostrei nesse texto aqui várias formas de combinar e descombinar para agradar a todos os gostos. Mas, se você sempre combinou porque era uma regra, considere-se livre! Ah! A cor da unha do pé e da mão não precisa combinar também não! rsrs

6. NÃO PODE USAR PRATA COM DOURADO

Assim como pode misturar estampas e sapatos e bolsas de cores diferentes… pode usar biju prateada com dourada sim!! Pode ser um maxi prateado com vários fininhos dourados, relógio prata com anéis dourados, ou qualquer outra misturinha boa que te faça feliz! Não te convenci? Pense assim: tanto o prata quanto o dourado são neutros… e, assim como preto e branco, eles também combinam!
dourado-com-prateado

7. NÃO PODE USAR BRILHO DE DIA TAMBÉM

Esse mito já foi derrubado e já virou até tendência: misture uma saia de paetês com uma camiseta de algodão, ou uma blusa com brilhos e calça jeans e você vai ser considerada super cool!
brilho de dia
paetê brilho de dia

8. LISTRAS HORIZONTAIS SEMPRE ENGORDAM

O que causa essa impressão, na verdade, são as peças com listras largas e em cores muito contrastantes. Se for exatamente assim que você gosta, opte por cores como azul marinho e preto ou em peças com modelagens e recortes diferentes para diminuir esse impacto!
listras
listras
Estamos numa época que a moda está com zero preconceito. Você pode tudo, basta querer, se identificar e se achar linda ao vestir! Aproveite!!
Texto meu, publicado hoje aqui, no Superela!

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

O que não comprar na Black Friday

Hoje vai rolar mais uma Black Friday e eu não estou nem um pouquinho animada. Mas, um estudo feito pela consultoria Conversion aponta que 28% de compradores que nunca se interessaram pela data, pretendem se render aos descontos. Sim, essa pesquisa é de 2015 ano de crise, de taxas altíssimas de desemprego, de inflação e tudo mais que você já sabe. Sim, pessoas que nunca compraram na Black Friday resolveram comprar esse ano, quando a gente começa a falar ainda mais fortemente sobre comprar cada vez menos (texto sobre Lowsumerism aqui). Mas, a gente que é Super precisa saber o que comprar e quando comprar, né?
black friday
Eu poderia dar dicas como “só comprar de lojas conhecidas na internet”, “comparar preços antes de comprar”, “não acreditar em qualquer desconto”, “não gastar mais do que pode”, ou dar muitos outros conselhos que sites especializados em economia vivem dando, mas como a minha área é a moda, eu vou me concentrar em falar disso, especificamente.
Black Friday é um dia em que as lojas vendem produtos com descontos. No Brasil, essa data vai acontecer HOJE, mas muitas lojas estavam vendendo com preços reduzidos desde o começo da semana, ou vão estender os descontos pelo final de semana, então, se você ainda não caiu em tentação, é bom ler esse texto antes! Se já comprou alguma coisa, anota para não cometer os mesmos erros na próxima!

1. NÃO COMPRE PEÇAS SÓ PELO PREÇO

Sabe aquela peça que você olha a etiqueta, vê que ela está custando menos da metade do valor original e fica tentada a comprar só pela sensação de que está se dando bem, sem nem ao menos pensar se gosta dela de verdade ou se combina com as coisas que tem, com o seu corpo ou com o seu estilo? Então! É dessa peça que eu estou falando! Deixa ela aí pra outra pessoa se dar bem no seu lugar.

2. NÃO COMPRE O QUE NÃO É A SUA CARA

O que é a sua cara? O que combina com o seu corpo, com a sua rotina e com as roupas que você já tem em casa. Não compre um vestido de balada se você não sai muito à noite e já tem outros no guarda-roupas. Não compre uma roupa de ginástica se não tem intenção de voltar ao treino tão cedo. Não compre uma sandália de salto altíssimo se você prefere sapatilhas e rasteirinhas por conta do conforto que elas proporcionam. E lembre-se da fórmula do guarda-roupas inteligente que falei nesse texto aqui: cada peça deve combinar com outras 5, ou não vale o investimento – mesmo se ela tiver sido bem baratinha!

3. NÃO PAGUE CARO POR PEÇAS BARATAS

Uma blusinha de R$20 reais pode ser bem cara se você não a usar, ou a usar pouco porque o material é tão ruim que ela vai “acabar” na segunda lavagem. É importante saber calcular o custo x benefício das peças, como expliquei aqui, e saber que uma calça jeans de R$200 que você usa 5 vezes ao mês durante 5 anos é beeeem mais barata que uma blusa de R$20 que você só vai usar uma vez, porque a moda já vai acabar.

4. NÃO COMPRE UMA PEÇA DE CADA COR

Sabe aquela blusinha LINDA e BARATA que vestiu super bem? Mesmo se ela for bem básica ou de uma modelagem que você adora, evite comprar uma de cada cor, porque você vai ficar sempre com a mesma cara. Além disso, nem todas as cores nos favorecem, ou você nunca falou um “Nossa! Que cara de cansada?” e se viu melhorzinha só ao trocar de roupa?

5. NÃO COMPRE SE NÃO COUBER NO SEU CORPO ATUAL

Não compre aquele jeans que vai caber em você quando você emagrecer (ou engordar) mais 10 kgs. Ter um monte de roupas que não cabem no seu corpo de hoje só te deixam mais ansiosa pelo resultado e ficam te torturando por “não ter o que vestir” e não ter o corpo que gostaria. Se você está em processo de mudança do seu corpo, evite comprar roupas para usar a longo prazo.
Diz um ditado popular sueco que diz que “Quem compra coisas que não precisa ou que não usa está roubando de si mesmo”. E você não é dessas, né?
Texto meu, publicado aqui, no Superela.

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Mãe, a nossa primeira consultora de estilo

mãe nossa primeira consultora de estilo
“É uma menina!”
Pronto! Quando uma grávida escuta essa frase, já começa a pensar em pintar o quarto de rosa, comprar ursinhos e Barbies e comprar vestidinhos, lacinhos e tudo que envolve o mundo feminino. O enxoval, que antes era mais neutro, variando do branco ao verdinho, agora ganha novas cores: lilás e rosa… Rosa bebê, rosa antigo, pink, magenta, chiclete, rosa choque… 50 tons de rosa para a nova princesinha da família.
E vai ser assim que essa menina vai se vestir até que ela veja que as suas amiguinhas se vestem com outras cores, e que algumas até usam short e calça de vez em quando, no lugar dos vestidinhos rosas cheio de babadinhos. E vai ser assim, até que essa menina veja alguma coisa que faça o olhinho dela brilhar na loja e ela faça aquela pirraça no shopping e se jogue no chão gritando “eu quero, eu quero, eu quero!”, até que a mãe decida levar a peça pra casa e veja a menina querer dormir com aquela roupa, ir pra escola, pra igreja, pra festa da amiguinha, pra padaria e pra aula de inglês com aquela roupa pelas próximas 3 semanas seguidas, como aconteceu com o meu sobrinho mais novo quando eu dei uma fantasia do Homem Aranha, ou com o mais velho, que foi comigo ao cinema com o uniforme do Fluminense, ou com a menina que usava uma saia de tule no supermercado e que inspirou outro texto meu aqui.
nem toda menina gosta de rosa
É isso que acontece quando uma criança veste uma roupa que diz pra ela que aquela é quem ela é, que ela sente que uma roupa era “a cara dela” e, apesar de ela não ter a mínima ideia do que isso seja, ela se sente mais confortável assim que nas roupas que a mãe dela, que até então era a responsável por montar todos os seus “looks do dia”, fazia ela usar.
O nosso estilo pessoal é construído ao longo da nossa vida, e tem várias influências externas, como o clima do lugar que a gente mora, os lugares que a gente frequenta, as pessoas com quem a gente convive e admira, os lugares que frequentamos, a nossa rotina, a nossa personalidade, etc. Na infância, todas essas coisas se resumem a: como a mãe quer que essa menina se vista. E se você parar pra pensar, deve lembrar daquela roupa que você odiava e sua mãe te forçou a usar. Duvido que não!
Se a menina tiver personalidade forte desde cedo e os pais forem mais abertos, logo logo essa menina vai poder fazer suas escolhas e mostrar na loja pra mãe que prefere um all star a um sapatinho estilo boneca, mas nem toda menina nasce assim e nem toda mãe e pai dão essa liberdade para os filhos, né? E aí eu te pergunto, já pensando em ajudar a empoderar as futuras gerações desde já: que tipo de mãe você é ou vai ser? Como você monta ou vai montar os “looks do dia” da sua filha até que ela possa escolher as roupas que vai usar? Como você, principal formadora de opinião e pessoa que sua filha mais vai se inspirar e espelhar vai ajudá-la a criar, desde cedo, o seu estilo pessoal?
Lembre-se que a forma como a gente se veste é uma forma de dizer ao mundo quem a gente é e a sua filha também tem (ou terá) esse direito!
mãe e filha com a mesma roupa

Texto meu, originalmente publicado aqui, no Superela! 

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Conheça o roupateca, um guarda-roupa compartilhado em SP

roupateca_house-of-bubbles
Essa semana aconteceu uma coisa que me deixou muito feliz: A inauguração da House of Bubbles, a primeira Roupateca do Brasil, em São Paulo. Pra quem não sabe, a Roupateca funciona como uma biblioteca, mas ao invés de livros, é possível alugar roupas e acessórios. A  House of Bubbles abriu suas portas essa semana, e segue o mesmo modelo da Lena Fashion Library, criada em Amsterdã, onde você paga uma mensalidade que começa em € 20 (pouco menos de 70 reais), e pode pegar emprestado o que quiser, num acervo de mais de 1200 peças do vestuário feminino.
Em São Paulo funciona assim: o cliente escolhe entre os planos disponíveis, com assinaturas de 100, 200 ou 300 reais. Cada plano dá direito ao aluguel de uma, duas ou seis peças, respectivamente, durante um prazo máximo de dez dias. Quando você devolver a peça (que precisa estar lavadinha – eles passam lá!), você pode escolher um novo item na arara coletiva, que vai contar, inicialmente, com 110 peças de marcas bacanas como Animale, Cris Barros, Cristian Dior, Le Lis Blanc, Osklen e Reinaldo Lourenço, etc., e apenas 50 assinaturas serão vendidas na fase teste do projeto, que só tende a crescer.
E porque eu fiquei feliz? Vou explicar pra fazer você ficar feliz também!

1. A IDEIA É INTERESSANTÍSSIMA

Ninguém pode/gosta de gastar dinheiro a toa, mas todo mundo gosta de ter roupas bacanas e diferentes pra usar de vez em quando. Então, você pode economizar com o dinheiro que gasta com roupas e ter sempre um acervo bacana de peças “novas” pra usar. Se você pensar na quantidade de peças que vai usar apenas uma vez na vida, e que não seria barato e nem inteligente comprar apenas para aquela situação específica, vai entender que alugar ao invés de comprar pode ser uma opção muito bacana.

2. CONSUMO CONSCIENTE

Já ouviu falar, né? E a gente pode fazer a nossa parte assim: usando o que já foi produzido, o que já está no mundo. Pensar na forma como a gente usa o nosso dinheiro é importantíssimo, e já falei sobre a relação custo x benefício das peças que compramos aqui. É importante saber que a gente pode investir um pouco mais no que a gente usa muito, e investir pouco no que a gente usa pouco. É importante repensar a forma como consumimos moda.
3. A CURADORIA DAS PEÇAS É FEITA POR CONSULTORAS DE ESTILO
Vai por mim: escolher roupa com quem entende de roupa é uma experiência que todo mundo deveria se proporcionar! A Daniela Ribeiro é uma das responsáveis pelo projeto e é minha colega de curso. Motivo de felicidade, orgulho e muita torcida!

4. A CERTEZA DE QUE EM BREVE TERÁ EM OUTROS LUGARES DO BRASIL

O que era uma ideia bacana só para as gringas aproveitarem, hoje contempla também as moradoras de São Paulo. Como eu moro no Rio, ainda não vou poder me beneficiar disso, mas estou otimista. Logo, logo essa ideia chega aqui e vai para outros cantos do Brasil também. Aliás, se alguém quiser investir nisso aqui no Rio, me liga! Hahaha
Quem quiser fazer a assinatura do serviço deve enviar um e-mail para daniela@houseofbubbles.com.br. Como nesse primeiro momento só haverá cinquenta vagas disponíveis, corre!
Informações úteis:
Rua Doutor Virgílio de Carvalho Pinto, 61 – Pinheiros
Aberto de segunda a sexta, das 11h às 20h, e aos sábados, até as 17h
Texto meu, publicado originalmente aqui no Superela!

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Por que você perde tanto tempo escolhendo a roupa que vai usar

perde tempo escolhendo a roupa que vai usar
Se existe uma regra na hora de se vestir que a gente precisa obedecer é essa: você precisa estar vestida todos os dias da sua vida, pra onde quer que você for!
Mas, ainda que essa atividade seja rotineira e todos os dias a gente esteja escolhendo a roupa que vai vestir (em alguns dias usamos até mais de um look, dependendo da nossa agenda), parece ser uma atividade mais difícil para algumas pessoas que pra outras.
Mas, porque isso acontece? Esses são alguns dos possíveis motivos:
* Você tem muitas roupas que não servem mais para o corpo que você tem atualmente ou pra sua rotina atual.
Sabe aquela calça que você guardou para usar de novo quando emagrecer? Ou aqueles vestidos de festa que você vai voltar a usar quando sua vida noturna estiver mais agitada? Ou aquele monte de roupa social que vai usar quando conseguir um emprego melhor ou uma promoção? Todas essas peças te fazem ter a sensação de que tem roupa pra caramba, quando na verdade, elas não servem pra vida que você tem hoje e só te atrapalham.
* O seu estilo mudou e as roupas parecem não combinar mais com você
“Como você pôde usar isso um dia?” é o que você se pergunta toda vez que vê algumas peças no seu guarda-roupas… mas, apesar da certeza de que você nunca mais vai voltar a usar aquilo, você não vende, não dá, não joga fora. Por que mesmo?
* A maioria das peças que não usa foram compradas por impulso, só pra ter aquela peça que estava na moda 
Nem tudo que está na moda serve pra você, pro seu corpo, pra sua rotina, pra sua personalidade, pro seu estilo… mas, se ainda assim, você quer comprar uma “tendência” para o caso de surgir uma oportunidade de usar (enquanto a peça estiver na moda), tente pagar o mais barato possível por ela. Já falei aqui sobre o custo x benefício das peças. Vale a pena ler!
* A maioria das peças que não usa com frequência (ou nunca usa!) foi comprada na promoção
É o famoso “barato que sai caro”. A blusinha custava R$120 e você pagou R$20. Uma pechincha! Maaaas, você não consegue usar porque ela não combina com nada que você tem… na verdade ela não combina nem com você.
* Você tem muitas roupas, não consegue enxergar todas as opções e, por isso, acaba usando sempre as mesmas, que estão mais acessíveis, mais “a vista”
Você faz uma pilha com as blusinhas de malha, outra com as de linha, outra com as pólos… e nunca pega as que estão embaixo, pra não desarrumar tudo… e acaba usando sempre as mesmas. Usa, lava, passa, coloca em cima de novo e usa de novo.
Como o seu guarda-roupas é pequeno (considerando a quantidade de roupa que você tem), você precisa pendurar várias peças no mesmo cabide… na correria, sempre pega a que está em cima e nem lembra mais o que tem embaixo. Talvez até tenha comprado uma peça parecida por não saber que tinha uma “em algum lugar”.
* Você sempre faz as mesmas combinações e acaba achando que tem pouca roupa por não conseguir pensar em novas possibilidades
Isso acontece muito com peças estampadas e de cores mais fortes e/ou diferentes da cartela de cores que costuma usar. Se tem uma calça estampada de verde, preto e branco… você só usa com uma blusa preta, ou verde, ou branca. Aquela blusa neon? Só usa com calça jeans…
Pode parecer um problema “normal”, já que a maioria das mulheres comenta que “não tem o que vestir” mesmo tendo um guarda-roupas abarrotado, mas a verdade é que ter somente peças que você usa, que te valoriza e que facilita o seu processo de escolha é possível e traz muitos benefícios:
* Te garante alguns minutinhos a mais de sono, já que não vai ficar horas na frente do guarda-roupas pensando no que vai vestir.
Acordou, olhou a previsão do tempo, lembrou dos compromissos do dia, abriu o guarda-roupas e se vestiu.
* Eleva a sua autoestima, já que o que tem no guarda-roupas é somente o que te deixa bonita, o que realmente funciona pro seu corpo
Sabe aquelas peças que você coloca e tira toda vez que tenta usar porque você nunca gosta do que vê no espelho quando usa? É delas que eu estou falando! Tira elas já do armário!
* Vai te fazer se sentir mais segura, sabendo que qualquer coisa que vestir vai ser adequado
Pintou um compromisso em cima da hora? Você sabe que tem roupa pra usar.
* Vai te fazer economizar
Você vai ver que tem roupas que não lembrava que tinha e que, quando tirou aquelas peças que não combinava com você, sobrou o suficiente pra você ficar um bom tempo sem repetir coordenações.
Isso tudo eu faço com as minhas clientes da consultoria de estilo, na etapa de revitalização de guarda-roupas. Mas, se você quiser começar o processo sozinha, pode começar olhando peça por peça e se perguntando se você compraria novamente caso estivesse vendo ela na arara da loja. Se depois que você considerar o seu corpo (o que gosta e não gosta nele, o que quer valorizar e o que quer disfarçar), o seu estilo e a sua rotina atual, a sua resposta for negativa, a peça deve ser doada/vendida!
Se precisar da minha ajuda, me mande um e-mail: vestindoautoestima@gmail.com
Texto meu, publicado originalmente aqui, no Superela! ♥

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Monte um guarda-roupa econômico e inteligente

guarda-roupa econômico
Todo mundo já deve conhecer a história da Jojo Moura, do Um ano sem Zara, né? Pra quem não conhece, uma rápida apresentação: ela é uma mocinha bem estilosa, que percebeu que gastava com roupas mais do que deveria e se propôs a ficar um ano sem comprar absolutamente nenhuma roupa.
Eu comecei a acompanhar o blog dela logo no comecinho e nos primeiros posts eu imaginei que seria uma tarefa fácil, porque, além dela realmente ter muitas roupas, ela tinha peças boas e bonitas. Depois, com a fama, ela começou a ganhar roupas das marcas, o que facilitaria ainda mais a vida dela… mas nem uma coisa e nem outra seriam suficientes se ela realmente não tivesse o poder de saber multiplicar as peças que ela tem.
No ano passado, quando me formei em consultora de estilo, aprendi que a fórmula ideal é 5×1, ou seja, para cada peça que a gente tem no guarda-roupas, a gente precisa conseguir coordenar com outras 5 completamente diferentes entre si. Sim! Não podemos considerar aquela blusa de malha que a gente usa com 5 calças jeans, ou 1 calça social preta com 5 camisas sociais. O ideal é que cada vez que você use a peça, ela pareça uma peça diferente justamente pela forma que você usa ela. Se você usa ela sempre da mesma forma, ela fica sempre com a mesma cara, e consequentemente, você também.
Antes mesmo de eu saber dessa teoria, a Jojo me mostrava que isso era possível. E, mesmo sem ter o mesmo guarda-roupa que ela (nem pela quantidade e nem pela qualidade das peças), eu tentava colocar em prática aquilo que ela fazia com tanta facilidade. Hoje eu faço isso comigo, com as minhas clientes da consultoria de estilo, e agora vou fazer com vocês, te ajudando a montar um guarda-roupa econômico e inteligente. Vamos lá:
Passo 1: Pegue a peça que você MAIS USA. Digamos que seja uma blusa de malha com uma estampa qualquer. Pode ser uma com a foto da sua banda favorita.
Passo 2: Coloque em cima da cama e agora pense num primeiro look com ela. Vamos começar com o mais simples e depois aumentar o grau de dificuldade. Vamos usar com uma calça jeans skinny e uma unkle boot, numa pegada mais rocker. Pense nos acessórios também, porque são eles que fazem a diferença nos looks.
Passo 3: Vamos para o segundo look. Que tal usar com aquela saia midi plissada, que é super feminina e delicada? Nos pés, pode ser um all star, ou uma sapatilha, uma sandália alta… vou escolher a sandália alta só pra você visualizar a imagem e perceber a diferença pro primeiro look, ok? Ah! Dá um nózinho no lateral da blusa! Fica um charme!
Passo 4: Terceiro look, para o casual day na empresa. Que tal usar a camiseta com uma saia lápis de alfaiataria e uma jaqueta jeans (ou um blazer de brim, que é mais casual) e um scarpin colorido?
Passo 5: Sabe qual é a estampa mais fácil de coordenar? Listra! Que tal usar a blusa, que já é estampada, com um cardigan listrado por cima, num dia mais fresquinho? Não torce o nariz antes de experimentar!! Vai pra frente do espelho e fica tempo suficiente pra se acostumar com a ideia, antes de dizer que “não gosta” ou “só fica bem nos outros”. E na parte de baixo? Um shortinho de linho verde, ou vermelho, sei lá. Nos pés, uma rasteirinha ou uma gladiadora.
Passo 6: Que tal colocar a blusa de malha por cima de uma camisa jeans mais compridinha, e usar com uma legging? Nos pés, um all star ou outro tênis qualquer. Ou um sapato alto, uma botinha baixinha… Pronto! Quinto look montado com sucesso!
Ainda que eu tenha escolhido uma peça “fácil” pra ilustrar o post, eu tenho CERTEZA de que tem muita gente que não usa uma camisa de malha de maneiras tão diferentes como as que eu sugeri nos exemplos. Se você é dessas, experimenta essa fórmula aí.
O próximo passo? Repetir esse processo com as outras peças até chegar naquela que você comprou e nunca usou. Se não conseguir montar cinco looks, contente-se com três. Menos de três, é sinal de que essa peça não serve na sua vida/na sua rotina/no seu corpo. Doe! Desentulhe o guarda-roupas! Você não precisa de peças que não usa!
Se precisar de ajuda, me escreva: vestindoautoestima@gmail.com
Texto meu, originalmente publicado aqui, no Superela! ♥

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Detox no guarda-roupas?

Vocês já ouviram falar de armário-cápsula, quando as pessoas vivem com um guarda-roupas bem reduzido durante um período (uma estação)? É como se fosse fazer uma viagem de 4 meses e usar apenas as roupas que tem na mala. Parece difícil, mas é super possível! E isso é possível porque quem faz uma mala de viagem ou um armário-cápsula escolhe apenas peças que gosta muito, que combina com o clima e a rotina daquele lugar / situação, e que se combinam entre si.
E se o nosso guarda-roupas todo fosse só assim? Com roupas que a gente gosta muito, que combinam com a nossa rotina e que combinam entre si?

guarda-roupa-detox

Com as minhas clientes da consultoria de estilo a gente chama essa etapa de “revitalização de guarda-roupas”, e funciona assim: A gente tira do guarda-roupas as peças:
* que não servem mais (tanto no corpo, quanto na vida da cliente)
* que já estão velhinhas ou desgastadas
* que estão manchadas, furadas, com fio puxado, mal conservadas
* que ela não usa, aquelas que ela põe-e-tira toda vez que vai sair
Além das peças que a gente tira para doar (ou jogar fora, dependendo do estado da peça), é bacana separar as peças que precisam de reformas ou ajustes. Assim, peças paradas podem voltar à ativa.
De que adianta ter 10 calças jeans e só usar as 2 primeiras da pilha de calças, ou as do cabide da frente? Ou ter muitos casacos se você mora num lugar muito quente, e quando faz frio você usa os mesmos (os que mais gosta)?
Anota aí: Guarda-roupas lotado nem sempre é sinônimo de muitas opções. Às vezes ter só o que você usa te faz pensar em mais possibilidades.

Texto meu, publicado originalmente no Eu Capricho!, aqui.

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Como calcular o custo x beneficio na hora das compras

calcular custo x benefício nas compras
Uma das lições que eu ensino para as minhas clientes da consultoria de estilo é calcular o custo x benefício das peças na hora da compra. Valorizar o dinheiro é sempre bom, em época de crise essa dica é ainda mais valiosa, né? Então, vamos falar em como avaliar a relação custo x benefício das roupas e saber se vale a pena ou não levar a peça pra casa.
Para analisar as peças que já temos no guarda-roupas e as peças que gostamos na vitrine e pensamos em comprar, vamos considerar que benefício = usabilidade, ou seja: quanto mais você usa uma peça, mais barata ela é! Assim: digamos que você esteja querendo comprar uma calça jeans nova que custe R$300, por mais que ela possa durar muito tempo, digamos que ela dure na sua vida por 5 anos, você acaba doando a peça depois disso. Como você tem outras peças parecidas, você vai usar essa calça só 4 vezes por mês. Aí a gente calcula o valor por uso:
Calça jeans: R$ 300,00
Vida útil: 5 anos
Expectativa uso/ano: 48 vezes (4x por mês)
Então: 5 x 48 = 240 usos
R$ 300,00 / 240 usos = R$ 1,25 (valor da peça por uso)
Mas e se essa peça de R$ 300,00 for uma peça da moda, que você não vai usar mais depois que a “tendência” acabar, ou de um material de péssima qualidade, que vai fazer com que a peça dure pouco? E se for um vestido de festa, que você só vai usar na sua formatura, ou no casamento da sua melhor amiga? Nesses casos, você vai usar muito menos, e por isso, o custo da peça vai “aumentar”!
A lição que fica é: se você for usar muito, vale a pena pagar mais. Se for usar pouco, pague menos!
Nem tudo que está barato vale a pena, e nem tudo que está caro é caro de verdade!
Se você compra uma blusinha na liquidação, mas ela não combina com nada que você já tem no guarda-roupa, você vai acabar tirando ela e trocando por outra toda vez que for sair, porque ela não combina nem com você… mesmo que ela tenha custado R$30, o fato de ela ficar parada no guarda-roupas faz dela uma peça cara. Sem contar que dá uma sensação de tristeza de ver aquela peça pendurada no cabide ainda com etiqueta, pra te fazer lembrar que você poderia ter gasto esse dinheiro (mesmo pouco) em outra coisa! Ao mesmo tempo, se você paga R$700 numa jaqueta de couro e usa a peça 5 vezes por ano, durante a vida (já que ela vai durar a vida toda!), ela torna-se uma peça barata!
Quer outra dica pra saber se uma peça vale a pena?
No provador da loja, visualize quantas combinações você consegue fazer com as roupas que você já tem em casa! Quanto mais combinações forem possíveis, mais versátil é a peça e, consequentemente, mais você vai usar! A fórmula ideal é que cada peça combine com outras 5, mas se você conseguir coordenar com outras 3 peças diferentes, a compra já vale a pena!
Texto meu, publicado originalmente aqui, no Superela!